Após tomar posse como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Salvador (clique aqui para ler), o vereador Sidninho (PP) colocou “panos quentes” na polêmica sobre a escolha do nome dele para o comando do colegiado, o mais importante da Casa.
Ele afirmou, em conversa com este Política Livre, que não foi indicado apenas pelo presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), como revelou ontem o site (clique aqui para ler). “Meu nome foi escolhido por Muniz, pelo partido e pelo governo. Eu sou um vereador da base do prefeito Bruno Reis (União)”, declarou.
Entretanto, o nome da preferência de Bruno Reis para comandar a CCJ era o do vereador Duda Sanches, do União Brasil, partido que tem a maior bancada na Câmara, com sete edis – o PP de Sidninho tem cinco. Carlos Muniz vetou a indicação.
Questionado sobre se a escolha dele pelo tucano tem relação com a insatisfação do PSDB com a recusa do prefeito em entregar ao partido o comando da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Sidninho negou, mas mas admitiu que Muniz está aborrecido.
“Quem pode externar isso é o próprio presidente Carlos Muniz. É uma conversa partidária que ele está tendo com o prefeito, e não falo por ele. Mas tenho achado Muniz muito triste com essa situação. Mas a minha escolha não tem relação com isso. Aconteceu o porque sou da base do governo e estou no terceiro mandato nessa condição”, pontuou.
Sidninho ressaltou que foi, durante oito anos, vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, a segunda mais importante da Câmara. Além disso, é advogado por formação. “Tem anos que a CCJ não tem um advogado na presidência. Estamos aqui para pautar, trabalhar e tratar dos projetos que tramitam na Casa. Tecnicamente, estou preparado para fazer essa condução, distribuindo de forma democrática as relatorias entre os vereadores e, sobretudo, cuidando da cidade”, concluiu.Política Livre


